Oito horas de trabalho? não, obrigada

Há um tempo atrás ouvi uma pessoa comentando que lê livros de uma forma diferente, com calma e sem pressa alguma para terminar, pois enquanto lê vai colocando em prática o que vai aprendendo, pois não deseja apenas absorver informação.

Isso abriu a minha mente, pois nos últimos anos tenho lido uma quantidade enorme de livros com lições preciosas, mas muito pouco do que aprendi eu realmente coloquei em prática. É por isso que uma das minhas resoluções de ano novo e ler e praticar aquilo que eu aprender.

E diante disso chegamos ao ponto que desejo tratar com vocês. Dias atrás recebi de uma amiga o PDF do livro “força de vontade não funciona” escrito pelo psicologo Benjamin Hardy que apresenta muitas lições preciosas, baseadas em estudos científicos e que demostram como o ambiente em que vivemos pode muitas vezes nos sabotar.

Uma dessas lições se refere ao nosso estilo de vida e forma de trabalho e como isso foi afetado pelas novas tecnologias, que surgiram para facilitar a nossa vida mas muitas vezes nos escraviza e prejudica o nosso desempenho.

Eu já havia ouvido falar que a jornada de trabalho de 8 horas é uma coisa ultrapassada, visto que foi criada na era da industrialização e que a tecnologia surgida nas últimas décadas deveriam fazer com que trabalhássemos menos, mas infelizmente não é isso o que acontece. E é ai que um trecho do livro fez muito sentido para mim:

“Para ser claro, um horário de trabalho das 9h às 17h não é fisicamente ideal, principalmente agora que a maioria de nós trabalha com a mente e não com o corpo. O trabalho mental é muito mais degastante que o trabalho físico. Apesar de pesar apenas 1,5 kilo, seu cérebro suga mais de 20% da energia do seu corpo. Você tem apenas quatro ou cinco horas de foco mental por dia.”

Para mim esse texto significou muita coisa, há algum tempo tenho sentido muito cansaço mental e apesar de alguns picos de produtividade em boa parte do tempo sinto um bloqueio criativo que não me deixava produzir mais, e isso estava me deixando completamente desmotivada.

Consegui identificar que meu pico de produção é na parte da manhã e que logo após o almoço minha energia cai consideravelmente, e assim eu passava o resto do dia apenas me arrastando.

Foi a partir disso que resolvi estabelecer uma nova rotina, acordando duas horas mais cedo, posso trabalhar pela manhã uma média de 5 horas por dia. Depois desse período desenvolverei atividades que não force tanto a minha mente como fazer exercícios físicos, ler um livro, estudar inglês e até me dedicar ao ócio criativo, como sugere Domenico De Masi, sem culpa alguma.

Vivemos em uma época em que as pessoas super valorizam as muitas horas de trabalho e se vive a glamorização de estar sempre ocupado. A desculpa favorita de muitos hoje em dia é o “não tenho tempo”. Pois bem, eu desejo andar na contramão, amo trabalhar e ser útil mas não pretendo mais abrir mão da minha saúde por isso e convido você também a repensar sua forma de trabalho e as horas dedicadas ele.

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Sobre Andreza Novais

Sou especialista no mercado de festa e eventos e meu objetivo é auxiliar profissionais e empreendedores a alcançar um novo nível na gestão do seu negócio.

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